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Corte o mal pela raiz

25 de junho de 2014 as 10:31 Postado por: Admin Corte o mal pela raiz

Os nematoides, não é de hoje, vêm tirando o sono de muitos produtores. Mundialmente, as perdas que causam na cultura da soja estão na ordem de 10,6%, ou seja, 3,9 bilhões de dólares. A falta de conhecimento dos agricultores quanto à presença desses organismos em suas lavouras e aos danos econômicos que eles podem ocasionar é um dos grandes obstáculos para o manejo de áreas contaminadas.

No Brasil, os que atuam como patógenos na cultura da soja são parasitas das raízes e compreendem as espécies Meloidogyne incognita, M. javanica, M. arenaria, Pratylenchus brachyurus, Heterodera glycines, Rotylenchulus reniformis e Tubixaba tuxaua.

Os sintomas diretos nas raízes da soja provocados pela infecção das espécies de nematoides são galhas, lesões, podridões e falhas no desenvolvimento ou volume radicular. Já os sintomas indiretos que esse parasitismo nas raízes provoca na parte aérea das plantas de soja variam de amarelecimento, necrose foliar, redução no porte de plantas com hastes de menor diâmetro, murcha e seca de plantas que, muitas vezes, levam à sua morte.

O controle de fitonematoides é, de modo geral, tarefa de difícil realização, porque cada situação requer cuidadosa análise antes da definição das estratégias a serem adotadas. Outro grande obstáculo é a dificuldade de se ter uma única medida de controle que seja totalmente eficiente na redução de populações de nematoides e, principalmente, quando se tem mais de uma espécie de nematoide envolvida na área contaminada.

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Entre as alternativas de controle estão: práticas culturais, cultivares resistentes, rotação de culturas, plantas antagonistas, produtos químicos e biológicos. Essas medidas são estratégias que devem ser usadas integradas, somadas ou combinadas, visando cortar o mal onde ele está: pela raiz.

Uma possibilidade é o tratamento de sementes de soja, que proporciona uma proteção inicial que dura em torno de 20 a 25 dias. Mas essa medida isolada nem sempre é suficiente para assegurar um estabelecimento apropriado da cultura. Então, uma forma de obter maior segurança no estabelecimento da cultura e controle de nematoides é o uso de produtos para o tratamento de sulco. Essa técnica permite o uso de produtos específicos para controle de nematoides e diferentes modos de ação, proporcionando maiores períodos de controle. O uso do tratamento de sementes e de sulco combinados contribui com a redução populacional dos nematoides.

Outra alternativa é o uso de microrganismos, os quais estão sendo testados com bons resultados em alguns casos. Entre eles, destacam-se os isolados de espécies de Bacillus (rizobactérias), de espécies de Pasteuria (altamente específica ao nematoide alvo), de fungos predadores (formadores de armadilhas em seu micélio), como Arthrobotrys, e de fungos parasitos de fêmeas e ovos de nematoides, como Purpuriocillium lilacinum (= Paecilomyces lilacinus) e Pochonia chlamidosporia. A formulação desses produtos na soja deve contemplar tanto tratamento de sementes como de sulco.

Os problemas com nematoides estão relacionados à falta de sustentabilidade dos agroecossistemas. Para tanto, manejos e tecnologias devem ser encontrados e usados para suprir a sustentabilidade que o solo sozinho não consegue manter, isto é, não se autossustentar na rapidez do tempo que desejamos.



Maria Amelia dos Santos Doutora em Fitopatologia, Professora do curso de Agronomia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), MG, e atua na área de Nematologia.

*Confira a sequência da matéria nas próximas postagens

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