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Minúsculos e desafiadores

10 de setembro de 2014 as 16:22 Postado por: Admin Minúsculos e desafiadores

No Brasil, os nematoides de plantas que atuam como patógenos na cultura da soja são parasitos de raízes e compreendem as espécies Meloidogyne incognita, M. javanica, M. arenaria, Pratylenchus brachyurus, Heterodera glycines, Rotylenchulus reniformis e Tubixaba tuxaua. Essa última espécie é um problema mais recente e preocupante nas culturas de soja, milho e trigo.

Em 1980, foi descrito o gênero de nematoide, Tubixaba e particularmente a espécie Tubixaba tuxaua por Monteiro e Lordello. Essa espécie apresenta a seguinte classificação taxonômica: Reino Animal, Filo Nematoda, Classe Adenophorea, Ordem Dorylaimida, Família Aporcelaimidae, Gênero Tubixaba. Posteriormente, outras espécies do gênero Tubixaba foram descobertas: T. parva (em 1987), T. minima (em 1990), T. succata (em 1995) e T. ferrugeneus (em 1995). São nematoides ectoparasitas migradores e estudos se concentram no nematoide Tubixaba tuxaua que representa um nematoide longo. Seu comprimento médio é de 11,3mm, variando de 10,7mm - 12,8mm.

Os termos “tubixaba” e “tuxaua” são sinônimos de “morubixaba”, cuja tradução de dialeto indígena para o português é patrão, chefe, cacique, significando o cacique dos caciques ou chefe dos chefes. Certamente, o nome escolhido teve como inspiração as dimensões do corpo de nematoides adultos, em especial o seu comprimento superior a 1 cm, o que possibilita a sua visualização a olho nu.

Tubixaba tuxaua foi relatada na região Sul do Brasil, no estado do Paraná, em Marechal Cândido Rondon, por Monteiro e Lordello em 1980. Em 1983, foi detectado em Toledo, no estado do Paraná.

Estudos do parasitismo do nematoide em raízes de soja e trigo verificaram a formação de lesões. Foi observada redução no porte de plantas de trigo em reboleiras de áreas infestadas e em trigo cultivado em vasos de solo naturalmente infestado.

Da metade da década dos anos 80 do século 20 e início do século 21, não foi observada a sua ocorrência em solos agricultáveis no Brasil. Levantamento realizado no oeste paranaense detectou T. tuxaua novamente em dez municípios.

Este nematoide tem causado prejuízos aos agricultores, hospedando em soja, milho, trigo e mandioca. Estudos recentes comprovam que adubos verdes como Crotalaria juncea, Mucuna aterrima (mucuna preta), Mucuna deeringiana (mucuna anã), Canavalia ensiformes (feijão-de-porco), utilizados em rotação de verão com culturas econômicas no oeste do Paraná permitiram a multiplicação desse nematoide e sofreram danos significativos em seu desenvolvimento.

Outros estudos realizados no Norte do Brasil, no estado do Tocantins, identificaram T. tuxaua na cultura da soja em altas populações nas últimas seis safras agrícolas da soja. Relatos de ocorrência foram registrados, também, no oeste baiano, Mato Grosso e Piauí.

Por outro lado, nabo forrageiro, usado como planta de cobertura de inverno, reduziu significativamente as populações de T. tuxaua.

A técnica da flutuação centrífuga em solução de sacarose (Jenkins,1964) que apresenta como princípio de extração do nematoide, a diferença de densidade do corpo do nematoide, da solução de sacarose e das partículas do solo, é a mais usada nos laboratórios brasileiros. Essa técnica pode não recuperar Tubixaba tuxaua, por ser um nematoide muito longo, com comprimento dez a 20 vezes maior que a média dos nematoides parasitos de plantas (consequentemente uma densidade de corpo maior). Isso possibilita que esses nematoides não flutuem na solução de sacarose e assim não sejam recuperados por essa técnica. Outras técnicas de extração de nematoides a partir de amostras de solo devem ser comparadas para que se possa concluir que em anos em que o nematoide ficou desaparecido, na verdade, a explicação residiria na pouca ou nenhuma eficiência da técnica de extração usada como rotina nos laboratórios.

Os sintomas diretos nas raízes da soja provocados pela infecção das espécies de nematoides são galhas, lesões, podridões e falhas no desenvolvimento ou volume radicular. Os sintomas indiretos que esse parasitismo nas raízes provocam na parte aérea das plantas de soja variam de manchas cloróticas ou necroses entre nervuras, caracterizando a folha carijó, redução no porte de plantas com hastes de menor diâmetro, murcha e seca de plantas que, muitas vezes, levam à morte da planta. Mundialmente, as perdas por nematoides na cultura da soja se encontram na ordem de 10,6%, ou seja, 3,9 bilhões de dólares. Já os danos (reduções na produção de soja) variam conforme o nematoide envolvido e a população existente na lavoura, sendo estimados ao redor de 30% da produção. Em algumas situações, pode ocorrer comprometimento total da lavoura, pelo aumento populacional dos nematoides safra a safra nas áreas contaminadas.

A monocultura de soja, sucessão de culturas com a soja e rotação de culturas com a soja oportunizam que espécies de nematoides em comum entre as culturas tornem-se mais problemáticas em áreas contaminadas, como é o caso das espécies M. incognita, M. javanica e Pratylenchus brachyurus mostradas na Tabela 1.

A falta de conhecimento dos agricultores sobre a presença dos nematoides em suas lavouras e os danos econômicos que podem ocasionar são grandes obstáculos para o manejo de áreas contaminadas por nematoides. Os nematoides do gênero Meloidogyne possuem ampla distribuição geográfica e representam um dos principais problemas para a cultura da soja. Tem sido constatados com maior frequência no norte do Rio Grande do Sul, sudoeste e norte do Paraná, sul e norte de São Paulo e sul do Triângulo Mineiro. Na região Central do Brasil, o problema é crescente, com severos danos em lavouras do Mato Grosso do Sul e Goiás.

Como manejar

O controle de fitonematoides é, de modo geral, tarefa de difícil realização, porque cada situação requer cuidados à análise antes da definição das estratégias a serem adotadas. Outro grande obstáculo é a dificuldade de se ter uma única medida de controle que seja totalmente eficiente na redução de populações de nematoides e, principalmente, quando se tem mais de uma espécie de nematoide na área contaminada.

No manejo de áreas contaminadas por nematoides aparecem as alternativas de controle como medidas preventivas, práticas culturais, cultivares resistentes, rotação de culturas, plantas antagonistas, produtos químicos e biológicos. Essas medidas de controle são estratégias que devem ser usadas integradas, somadas ou combinadas.

Máquinas e implementos agrícolas devem estar sempre limpos quando começam as tarefas na propriedade. Lavagem com jatos fortes de água para remoção de torrões em lataria, rodas e pneus é suficiente para essa limpeza. Às vezes, os produtores afirmam que o nematoide está presente na área e que não precisaria mais ter esse cuidado, pois a introdução do nematoide já ocorreu. Essa ideia está errada, pois mesmo tendo nematoide na área, a nova contaminação pode proporcionar a introdução de outra espécie de nematoide ou mesmo de uma nova raça como no caso de Heterodera glycines, que no Brasil apresenta 11 raças em dez estados produtores de soja.

A eliminação de plantas infestantes na safra e na entressafra impede o aumento e/ou manutenção do nematoide e, assim, não compromete a eficiência de outras medidas de controle como um programa de rotação de culturas. Trapoeraba, capim-carrapicho, amendoim-bravo, erva-quente, caruru, capim amargoso, azevém, tiririca, leiteiro, picão-preto, corda de viola e guanxuma são plantas daninhas comuns em lavouras de soja ocasionando 50% a 70% de redução de produção em condições de grandes infestações. Além disso, essas plantas daninhas multiplicam bem os nematoides da soja.

Cultivares resistentes

Cultivares de soja resistentes aos diferentes nematoides podem ser opções de controle. A Embrapa Soja, em suas publicações anuais de Tecnologias de Produção de Soja, oferece tabela com a reação de cultivares comerciais de soja aos nematoides de galhas e de cisto. Além disso, Fundações de Estados, Cooperativas e Empresas de Melhoramento Genético de Soja contribuem com lançamentos anuais de genótipos resistentes.

Para as raças de nematoide de cisto, as cultivares de soja apresentam resistência às raças 1 e/ou 3 ou moderada resistência à 14. A cultivar BRSGO Chapadões é resistente às raças 1, 3, 4, 5 e 14. No ano de 2013 foram lançadas as cultivares TMG 4182 e TMG 4185 com resistência ou moderada resistência às raças 1, 2, 3, 4, 5, 6, 9, 10 e 14, recomendadas e indicadas para o estado do Mato Grosso. Há uma preocupação por parte dos melhoristas e nematologistas, com o uso inadequado dessa ferramenta, pois na literatura está bem relatado que o cultivo por mais de dois anos da mesma cultivar de soja resistente pode permitir pressão de seleção na população do nematoide suficiente para alterar a frequência gênica da população do nematoide, tornando-se outra raça que não reconhece aquela variedade de soja como resistente. O nematoide de cisto da soja continua sendo um grande problema na sojicultura brasileira. Asmus e colaboradores, em 2012, estudaram a região Nordeste em Mato Grosso do Sul e detectaram quatro raças com suas frequências: raças 4, 14, 5 e 6 com 72,73%; 18,19%; 4,54% e 4,54% das amostras, respectivamente. A resistência das cultivares de soja praticamente não é disponível para essa região.

O melhoramento genético vegetal para resistência a espécies de Pratylenchus é considerado difícil, provavelmente porque são muito polífagos e relativamente pouco especializados (mais primitivos), de hábito endoparasito migrador, não se fixando na planta hospedeira. No estudo de hospedabilidade de soja ao nematóide Pratylenchus brachyurus, não se tem encontrado genótipos com fator de reprodução (FR) do nematoide menor que 1. Em ensaios conduzidos pela Embrapa Soja, os genótipos de soja apresentaram FR variando de 1,2 a 24,6. A recomendação é a escolha de variedades com valores de FR mais próximos de 1 para que a multiplicação do nematoide e o aumento populacional sejam menores. Frequentemente, as amostras processadas em vários laboratórios têm como resultados, populações extremamente altas de Pratylenchus brachyurus, com mais de mil espécimes do nematoide por grama de raiz de soja. As culturas companheiras da soja, como é o caso do milho e do algodão, são excelentes plantas multiplicadoras do nematoide das lesões. Dessa forma, as populações tendem somente a elevar os seus números de nematoides na área.

Uso do silício

O silício está envolvido em funções físicas de regulagem da transpiração e capaz de formar uma barreira de resistência mecânica à invasão de patógenos para o interior da planta. Esse efeito da proteção mecânica é conferido principalmente através do depósito de Si na forma de sílica amorfa (SiO2 . nH20) na parede celular (cutícula). O silício acumulado ao redor das paredes celulares e entre as cutículas da epiderme exerce, também, importante função em estabelecer resistência a patógenos, principalmente por diminuir o acesso às enzimas de degradação. Estudos realizados com aplicação de silicato de cálcio e magnésio em soja inoculada com nematoides Meloidogyne javanica, Pratylenchus brachyurus e Heterodera glycines mostraram que para esse último nematoide, o controle foi efetivo.

Plantas antagonistas

Plantas antagonistas como Crotalaria spectabilis são excelentes para o controle dos  nematoides de galhas, nematoide reniforme e nematoide das lesões. Para Pratylenchus brachyurus, resultados favoráveis de redução populacional indicam, também, Crotalaria breviflora e C. ochroleuca. Mucunas preta, anã e cinza são indicadas para os nematoides das galhas como redutoras populacionais. Essas mucunas, por outro lado, são multiplicadoras do nematoide das lesões.

Aveias-pretas são indicadas para redução de populações de Pratylenchus brachyurus enquanto aveias branca e amarela, não. A situação das aveias para os nematoides das galhas é o contrário do encontrado para o nematoide das lesões. Nabo forrageiro tem indicação de baixa hospedabilidade a M. incognita e P. brachyurus.

O milheto ADR300 é recomendado para controle de Meloidogyne incognita, Pratylenchus brachyurus e Rotylenchulus reniformis. Estudos feitos com milheto ADR500 mostram a suscetibilidade desse genótipo ao nematoide das lesões. Isso reforça a necessidade de conhecer qual é o nematoide problema da área.

Tremoço branco, crambe, guandu fava larga também são indicados como redutores de populações de Pratylenchus brachyurus. As gramíneas forrageiras são multiplicadoras desse nematoide. O mesmo não se verifica para os nematoides de galhas. No caso do nematoide reniforme, milho e Brachiaria ruziziensis em rotação de um a dois anos ou em sistemas integrados lavoura-pecuária, configuram-se como prática muito eficaz para o manejo de áreas infestadas.

Tratamento de sementes

O tratamento de sementes, com nematicidas, pode manter a sanidade do sistema radicular da soja na fase inicial do cultivo, tempo em que as raízes encontram-se mais sensíveis ao ataque dos nematoides. O nematicida reduziria a ação de nematóides, seja por efeito repelente e/ou redução da população pela morte desses microrganismos.

Para soja, há o tratamento de sementes com produtos à base de abamectina e de imidacloprido + tiodicarbe, cujos alvos são M. incognita, M. javanica e P. brachyurus. Esse tratamento é uma proteção inicial que dura em torno de 20 a 25 dias. Essa redução populacional é necessária e importante, principalmente quando a área apresenta altos níveis populacionais do nematoide e planeja-se a combinação do tratamento de sementes com nematicida e a resistência genética da variedade da soja.

A medida de controle resistência genética, usada isoladamente em uma área altamente infestada, irá acionar muitos mecanismos de ação contra o nematoide. Cada mecanismo de ação em funcionamento irá gastar energia no processo, gerando custos para planta e consequentemente diminuirá o recurso para a produção dessa planta. Por isso, muitas vezes os produtores reclamam da baixa produção de cultivares resistentes.

O não tratamento de sementes de soja com nematicida resultou em um FR no valor de 3,82. Enquanto nos demais tratamentos os valores médios variaram de 1,14 a 1,46. O tratamento das sementes de soja, independentemente da cultivar, foi significativamente melhor que não tratar.

Material orgânico

A adição de material orgânico favorece as propriedades físico-químicas do solo para que as plantas cresçam adequadamente e sejam menos sensíveis ao ataque de nematoides na expressão de danos. Além disso, propicia o crescimento das populações de inimigos naturais dos nematoides e sua decomposição libera compostos que podem ser altamente tóxicos a eles. Estudos mostram que em áreas contaminadas por nematoides, os locais que apresentam altas populações do nematoide possuem baixos teores de matéria orgânica e vice-versa. A melhoria orgânica do solo com plantas de cobertura, adubos verdes e plantas de rotação de culturas formadoras de boa palhada seria um grande passo para o equilíbrio da vida no solo.

Controle biológico

Microrganismos com potencial para o controle biológico de nematoides na soja estão sendo testados e aguardam registro pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entre os microrganismos, destacam-se isolados de espécies de Bacillus (rizobactérias), de espécies de Pasteuria (altamente específica ao nematoide alvo), de fungos predadores (formadores de armadilhas em seu micélio) como Arthrobotrys e de fungos parasitos de fêmeas e ovos de nematoides como Purpuriocillium lilacinum (= Paecilomyces lilacinus) e Pochonia chlamidosporia. A formulação desses produtos na soja deve contemplar tanto tratamento de sementes como tratamento em sulco.

Nesta safra, nos Estados Unidos, foi lançado um produto à base de Pasteuria nishizawae para tratamento de sementes de soja e para o controle de Heterodera glycines, nematoide de cisto da soja. No Brasil, testes ainda estão sendo conduzidos. Essa bactéria é altamente específica com seu alvo (nematoide). Assim, para controle de nematoides de galhas (Meloidogyne spp.) seria a Pasteuria penetrans. Para controle de Pratylenchus brachyurus, a bactéria eficiente é da espécie Pasteuria thornei. Os estudos com essas três espécies de Pasteuria estão sendo conduzidos para avaliação do efeito do tratamento de sementes de soja, milho e algodão nas reduções populacionais de nematoides de galhas, de lesões e de cisto.

Em ensaio realizado com tratamento de sementes de soja quimicamente e biologicamente, sob condições de casa de vegetação, da Universidade Federal de Uberlândia, observou-se vantagem significativa no controle biológico de populações de Meloidogyne incognita, Pratylenchus brachyurus e Heterodera glycines.

Manejo diferenciado

O manejo de áreas contaminadas por Tubixaba pode ter bons resultados com o uso do controle biológico, pois melhoramento genético, plantas antagonistas e rotação de culturas com não hospedeiras não devem apresentar eficiência de redução populacional desse nematoide por suas características biológicas. O seu hábito de alimentação como ectoparasito migrador facilita a ação de agentes de biocontrole, pois sua presença no solo é constante durante todo o seu ciclo de vida, maior tempo de exposição aos agentes de biocontrole.

A interação entre Meloidogyne spp., Pratylenchus brachyurus, Heterodera glycines, Rotylenchulus reniformis fungos de solo patogênicos como Fusarium, Rhizoctonia, Pythium, Phytophthora causadores de murchas e podridões de raízes proporciona as doenças complexas na soja, que são muito mais significativas, em termos de perdas de produção quando comparadas às doenças causadas por nematoides ou fungos isoladamente.

Essa situação é bem comum em lavouras de soja brasileiras. Muitas vezes produtos biológicos à base de Trichoderma reduzem esse efeito da doença complexa por ação nos fungos de solo.

Os problemas com nematoides estão relacionados com a falta de sustentabilidade dos agroecossistemas.

Para tanto, manejos e tecnologias devem ser encontrados e usados para suprir a sustentabilidade que o solo sozinho não consegue realizar. O solo não se autossustenta na rapidez do tempo que a produção agrícola exige para fornecer produtividade elevada.

Nova ferramenta

Uma recente ferramenta que contribuirá muito no manejo de nematoides é a aplicação dirigida no sulco feita juntamente com a operação de plantio. Essa modalidade de aplicação é comum em culturas como cana-de-açúcar e batata, mas na soja é algo novo e promissor.

Essa nova ferramenta apresenta uma grande sinergia com os métodos atuais de controle não sendo um substituto mas sim suplemento trazendo benefícios expressivos como:

- Deposição do produto abaixo da semente formando uma barreira protetora.

- Flexibilidade no volume de produto utilizado, não tem limitação da quantidade, como é o caso do tratamento de sementes.

- Uso racional, permite que se aplique somente nas áreas com infestação ou reboleiras.

Essa tecnologia só se tornou uma opção viável na soja com a recente aprovação do Rugby 200 CS, devidamente registrado para essa finalidade no Ministério da Agricultura e Abastecimento (MAPA), embora ainda não conste no cadastro do Sistema Agrofit.

O produto tem como ingrediente ativo o cadusafós, na concentração 200,00g/L. Em soja o produto é recomendado para o controle de nematoides-das- lesões (Pratylenchus brachyurus) e de nematoidesdas-galhas (Meloidogyne incógnita e Meloidogyne javanica).

A dose de cadusafos recomendada na soja para controle destas espécies de nematoides é de 800 g i.a/ha ou seja, 4,0 l/ha do produto comercial  Rugby 200 CS.

Apesar de existirem diferentes equipamentos para realizar a aplicação no sulco a fornecedora do Rugby 200 CS recomenda o uso do equipamento chamado comercialmente de “Sistema Rugby PulverEasy” desenvolvido especialmente para esse fim.

O monitoramento das áreas de cultivo, com a realização de levantamentos populacionais é de extrema importância, visto que a aplicação do produto não deve ser adotada de modo isolado, mas em conjunto com as estratégias preconizadas no Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Em experimentos realizados nas principais regiões produtoras de soja do Brasil, o emprego do cadusafos resultou em incremento considerável de produtividade da soja. O gráfico 1 representa os resultados consolidados de 44 áreas conduzidas durante a safra 2013/2014.

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