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Milho

A cultura do milho é atacada por diversos nematóides, de importância econômica no Brasil podemos destacar três gêneros de nematóides:

- Criconemella spp.
- Helicotylenchus spp.
- Xiphinema spp.

Dos nematóides que parasitam o milho os nematóides do gênero Pratylenchus spp. são os de maiores importância devido à patogenicidade, à distribuição e à alta densidade populacional, com destaque para as espécies de Pratylenchus brachyurus e Pratylenchus zeae.

SINTOMAS

As injúrias por nematóides variam com o gênero e a população do nematóide envolvido, condições do solo e a idade da planta de milho. Os sistemas radiculares parasitados por nematóides são menos eficientes na absorção de água e nutrientes da solução do solo. Conseqüentemente, uma planta parasitada tem seu crescimento reduzido, apresenta sintomas de deficiências minerais e a produção é reduzida. Uma cultura de milho atacada por nematóides apresenta, em sua parte aérea, os seguintes sintomas: plantas enfezadas e cloróticas, sintomas de murcha durante os dias quentes, com recuperação à noite, espigas pequenas e mal granadas. Esses sintomas dão à cultura do milho uma aparência de irregularidade, podendo aparecer em reboleiras ou em grandes extensões. Quando esses sintomas, observados na parte aérea, são causados por nematóides, as raizes apresentam os seguintes sintomas:

Encurtamento e engrossamento das raízes : Trichodorus spp., Longidorus spp. e Belonolaimus spp.Sistema radicular práticamente destituido de radicelas: Xiphinema spp., Tylenchorhynchus spp., Helicotylenchus spp., Belonolaimus spp. e Macroposthonia spp.Sistema radicular praticamente destituído de radicelas e com lesões radiculares e raízes apodrecidas : Pratylenchus spp., Xiphinema spp., Hoplolaimus spp. e Helicotylenchus spp.

Sistema radicular com pequenas galhas : Meloidogyne spp.

AMOSTRAGEM

Os resultados da análise nematológica devem expressar, de maneira mais confiável possível, a situação real no campo, em realção aos nematoides que ocorrem em um determinado local. Nesse sentido, é muito importante que a coleta de amostras no campo seja feita corretamente.

Os nematóides apresentam disribuição espacial e horizontal bastante desuniforme, ocorrendo tipicamente em agregados, podendo manifestar sintomas em reboleiras ou manchas no campo. Normalmente, eles são muito numerosos em locais próximos às raízes de plantas.

No caso de amostragem para análise de nematóides, as amostras devem ser coletadas de maneira estratificada e sistemática. Isso significa que antes de iniciar a amostragem é necessário dividir a área total em extratos homogêneos, ou seja, áreas menores (subáreas), semelhantes em relação a várias características como tipo de solo, relevo, altitude, topografia, histórico agrícola, cultura, variedade e etc. Após a extratificação da área é recomendado a coleta de amostras de modo sistemático, ou seja, as subamostras são retiradas em intervalos iguais e fixos. Quanto maior o número de subamostras coletadas para compar uma amostra, mais precisos e confiáveis serão os resultados. Segundo as recomendações usuais, no mínimo, 20 a 30 pontos de coleta para áreas de 1 a 2 ha. O esquema de amostragem mais recomendado é pelo caminhamento em zigue-zague.

Solo e raízes devem ser coletados, o solo coletado deve ser proveniente da região próximas as raízes. No caso das raízes, recomenda-se coletar raízes vivas visando coletar os nematóides vivos. Na maioria dos casos podemos optar por coletar radicelas, ou seja, as raízes mais finas.

É importante atentar para a umidade do solo, sendo recomendado coletar as amostras com umidade natural (evitar encharcamento e ressecamento).

As amostras deveram ser acondicionadas em sacos plásticos devidamente identificados. É necessário preencher a ficha de informações que deve acompanhar as amostras, com o maior número de informações possíveis.

O envio ao laboratório nematológico mais próximo deve ser realizado com rapidez. Não é recomendado deixar as amostras em local com exposição ao sol para evitar aquecimento. Não é recomendado colocar as amostras no congelador. Se possível, manter as amostras em ambiente fresco e utilizar caixa térmica ou isopor no transporte. Se necessário, deixar em geladeira por no máximo 3 ou 4 dias, observando que a temperatura das amostras não seja reduzida abaixo de 8° C.

MANEJO

O controle de nematóides em culturas extensivas como o milho necessita de um plano manejo de modo a integrar vários métodos e sguindo também os principios da fitopatologia:

- Exclusão (evitar a infestação de áreas indenes por espécies ou novas raças, na propriedade ou numa região geográfica maior, ou seja, evitar a introdução e a disseminação);
- Erradicação (rotação de culturas com espécies de verão e de inverno não hospedeiras e/ou antagonistas, objetivando a redução da densidade populacional do nematóide);
- Regulação (modificação do ambiente e nutrição das plantas);
- Imunização (utilização de cultivares resistentes a determinadas espécies ou raças).

A utilização de cultivares resistentes é uma alternativa econômica de controle dos nematóides que parasitam a cultura do milho. A rotação de cultura com espécie botânica não hospedeira do nematóide presente na área de cultivo do milho também é recomendada. Ademais, a utilização de plantas armadilha como Crotalaria spectabilis, as quais atraem e aprisionam larvas de nematóides, é especificamente recomendada para o controle de Meloidogyne spp. Não obstante, a Crotalaria juncea possui alto potencial de multiplicação dos nematóides Pratylenchus spp. e Helicotylenchus spp., enquanto que a rotação com mucuna preta (Mucuna aterrima) diminui as populações iniciais de Pratylenchus spp. O controle químico dos nematóides parasitas do milho é umas das ferramentas a serem consideradas visando o complemento do sistema de manejo de pragas.




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