Algodão
Há três espécies de nematóides que ocorrem com maior freqüência na cultura do algodoeiro: o nematóide das galhas (Meloidogyne incognita), o nematóide reniforme (Rotylenchulus renififormis) e o nematóide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus). Dependendo da densidade populacional, qualquer um deles pode causar danos de grande monta ao algodoeiro, a exemplo do que historicamente ocorreu nos Estados de São Paulo e Paraná (http://www.cpao.embrapa.br/Noticias/artigos/artigo19.html).

Lesões em raíz de algodoeiro causadas por Pratylenchus Brachyurus. Fonte: Machado, A. C. Z.
Uma das práticas que aumenta as populações de nematóides no solo, ocorrem como conseqüência do manejo inadequado da propriedade; por exemplo, devido ao cultivo continuado de culturas suscetíveis, tais como o algodoeiro. Por outro lado, os nematóides passam a ser causa de danos ao algodoeiro, quando, pelo manejo inadequado da propriedade, sua população ultrapassar o limite de danos à cultura (ASMUS, 2007). Os nematóides parasitas de plantas causaram consideráveis reduções a produtividade agrícola, já que acarretam perda da ordem de US$ 100 bilhões (TIHOHOD, 1993).
Existem resultados que, mostram que, em média, Rotylenchus reniformis e Pratylenchus brachyurus causam cerca de 20% a 30% de redução de produtividade, em variedades suscetíveis. M. incógnita pode ocasionar perdas maiores, ao redor de 40%. Em casos de variedades muito suscetíveis e níveis populacionais muito altos, as perdas provocadas por nematóides podem chegar a até mais 50% da produtividade. Na atualidade os métodos mais usados para controlar fitonematóides têm sido a combinações do uso de nematicidas, variedades resistentes e rotação de culturas (http://www.unir-roo.br/mostra/arquivos/2007/1192582142.pdf).

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